1 de novembro de 2010

Dilma, e o Brasil agora?

          Final das eleições e com ele final do horário eleitoral gratuito, dos comícios, dos santinhos e das propagandas políticas nas redes sociais. Ao meu ver, esse é o único lado positivo. OK! Não vou ser tão radical, mas infelizmente, há muito tempo que não acredito no meio político.
          O meio político no Brasil (não sei exatamente como é em outras partes do mundo) segue tendências. O comportamento das pessoas é totalmente grupal no momento da votação, ou seja, todos tendem a ir com a maioria, "conforme a banda toca". Nisso, o que é para ser uma escolha consciênte, ligada a melhoria de qualidade de todo tipo de vida que existe, acaba se tornando tarde para uma "partida de futebol". E nossos políticos estão mais preocupados com disputa de poder do que com projetos e resultados, exceto em período eleitoral.
          A disputa pelo poder é o que traz mais prejuízos para o exercício político, pois um partido acaba podando o outro e algumas vezes essa rivalidade está no mesmo partido. É hora de todos os partidos se unirem para buscar um bem muito maior para o nosso país.
          Dilma, Serra e Marina foram os principais candidatos à presidência do Brasil. Pela primeira vez, um candidato assumidamente direcionou todas as suas principais propostas para o meio-ambiente, e pela primeira vez ouviu-se o grito dos brasileiros em apoio a essa causa. Também foi visto muito do mesmo nas brigas entre PT e PSDB. Desgastantes!
          Fomos bombardeados por pesquisas e estatísticas de todos os tipos. As que me chamaram realmente atenção foram aquelas que indicavam uma melhoria do nosso país; por parte do presidente atual, por parte do governador local de um estado, por parte dos deputados de um partido ou por parte dos senadores de outro. O Brasil só melhorou porque o Brasileiro está mais inteligente. Deixou de esperar resultados políticos e passou a correr atrás de uma vida melhor. Tanto que o setor terciário teve um aumento absurdo nesses últimos anos. Teve ajuda política? Sim. Porém, o mérito maior é do povo e não dos políticos.
          Não posso deixar de falar da candidatura do Tiririca, mais uma resposta popular, que na política, ao invés de se transformar em um ato heróico, vira uma arma! É esse o nível do nosso país. 'Tiririca, pior do que tá não fica." (risos)
          À Dilma fica a pergunta: e o Brasil agora? Primeira mulher na presidência, espero uma nova visão de gestão. Espero poder enxergar o nosso país de forma diferente, com expectativas de crescimento para todos, com menos desigualdade social, com total investimento à educação, às crianças que são o novo futuro, aos jovens e aos profissionais. Que Deus abençoe a Dilma!

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