16 de junho de 2010

Hilda Furacão

          Ontem estreou uma minissérie na Globo, Na forma da lei, cuja protagonista é a Ana Paula Arósio. Assisti, porque gosto da atriz, e achei muito interessante a história. Mas isso fica pra outras postagens. Ao vê-la em cena, lembrei de outro seriado ou mini-seriado que ela participou, Hilda Furacão.
          A história de Hilda se passa em Belo Horizonte, por volta de 1964, ano de início da ditadura militar, e relata a vida de uma jovem de família tradicional, que abre mão de tudo e se muda para o bordel mais importante da cidade no dia do seu casamento, chocando toda sociedade  mineira. Ela se apaixona por um  seminarista, que também se vê envolvido. Pronto, o drama está formado.
         Apesar de retratar bastante a repressão comunista, o enredo maior é sobre o amor incomum entre o missionário e a prostituta, e como as pessoas que estão ao redor lidam com isso. É um romance maravilhoso! E se você é do tipo de pessoa que não aguenta segurar as lágrimas, providencie uma caixinha de lenços de papel.
         O tema de abertura, Resposta ao tempo, que tem tudo a ver com o clima da série, é cantado pela Nana Cayme, "respondo que ele aprisiona e eu liberto, ele adormece as paixões e eu desperto e o tempo se rói com inveja de mim, me vigia querendo aprender como morro de amor pra tentar reviver" e termina assim "no fundo é uma eterna criança, que não soube amadurecer, eu posso e ele não vai poder me esquecer". O final eu não vou contar. Fica então uma sugestão para todos os românticos de plantão, que ainda acreditam no amor.

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